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REVISÃO GERAL PARA O CONCURSO DO IFPB 2013

14 de dezembro de 2013

Texto I

Educação: reprovada

 

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto, recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o Estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

                Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos Estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

(Lia Luft. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/)

 

1. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) O principal propósito comunicativo do texto é

A) persuadir o leitor acerca das causas e consequências da má qualidade da educação brasileira.

B) apresentar ao leitor as pesquisas mais recentes que apontam para a baixa qualidade da educação no Brasil.

C) expor o principal problema da educação de baixa qualidade: a mão-de-obra desqualificada no mercado de trabalho.

D) definir o conceito de analfabetismo funcional como consequência da má qualidade da educação pública brasileira.

E) conscientizar a sociedade sobre o seu papel de agente transformador das circunstâncias que envolvem a baixa qualidade da educação pública no Brasil.

 

2. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) Os dois primeiros períodos do texto apresentam ideias

A) opostas.                                      D) semelhantes.

B) falaciosas.                                   E) complementares.

C) exageradas.

 

3. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) Segundo a autora, só NÃO constitui uma consequência da má qualidade da educação brasileira

A) o analfabetismo funcional.

B) a impossibilidade de reprovação do aluno nas escolas.

C) a mão-de-obra desqualificada no mercado de trabalho.

D) os estudantes universitários não saberem redigir textos simples.

E) a metade das crianças brasileiras não saberem lidar com números.

 

Leia para responder a questão 23.

Fungos

Eles são os operários quase anônimos da natureza, ao mesmo tempo criadores e destruidores da vida. Um fungo fermenta as uvas transformá-las em vinho; outro as destrói ainda na videira. Há os que fazem o pão crescer e aqueles que são a alegra gourmets. Alguns escurecem os azulejos do banheiro, outros causam e curam doenças, enriquecem o solo, apodrecem a madeira  e dão o impulso inicial às raízes das plantas. Esses cogumelos propagam-se lançando esporos pelas lamelas, uma das maneira  curiosas pelas quais os fungos se reproduzem e se insinuam em todo canto onde há vida.

National Geographic Brasil,  N. 4, agosto/2000.

 

4. No texto acima, a palavra fungos é retomada por vários elementos responsáveis pelo encadeamento lógico das ideias. Dentre eles, encontram-se, respectivamente:

A) eles, outro, os que, alguns, os, outros.

B) eles, outro, os que, aqueles que, alguns, outros.

C) eles, as, os que, aqueles que, alguns, esses.

D) outro, os que, aqueles que, alguns, outros, o.

E) as, os que, aqueles que, alguns, outros, se.

 

 

 

5. (FCC) Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

 

Reescrevendo-se os versos acima em prosa, a frase em que eles se articulam com correção e lógica é:

A) Assim, eu quereria: o meu último poema que fosse, terno, dizendo, as coisas mais simples: e menos intencionais.

B) Assim, eu quereria o meu último poema, que fosse terno, dizendo, as coisas mais simples (e menos intencionais).

C) Assim eu quereria, o meu último poema: que fosse terno, dizendo as coisas mais simples, e menos intencionais.

D) Assim, eu quereria (o meu último poema); que fosse, terno, dizendo as coisas mais simples e, menos, intencionais.

E) Assim eu quereria o meu último poema: que fosse terno, dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.

6. (MAGISTÉRIO/PB-2005) Leia:

Zé Ramalho é um artista muito além de seu tempo. Ao longo dos anos, construiu uma carreira sólida, que atravessa gerações e volta e meia é resgatada pela juventude, que não se incomoda de aprender e decorar suas letras às vezes prolixas, às vezes simbólica demais. (…)

 

A vírgula após a palavra juventude

A) é opcional;

B) é um caso de erro de pontuação;

C) permite que se interprete a oração adjetiva subseqüente como predicando “a juventude” em sua totalidade;

D) possibilita deduzir que a oração adjetiva subseqüente predica apenas parte da “juventude”, restringindo-a, portanto;

E) é necessária para dar “fôlego” à leitura, para evitar que a frase fique longa demais.

 

7. (CESGRANRIO) No trecho “constataremos que são áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano”, a palavra que tem a mesma classificação do que se destaca em:

A) “O tiro que eu daria seria na mudança de mentalidade.”

B) “pensar um novo modelo de desenvolvimento que una a questão ambiental à econômica.”

C) “principalmente por ser o Brasil um país que agrega a maioria do território amazônico”.

D) “deveríamos levar adiante algumas iniciativas que podem ser, até mesmo, replicadas em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo.”

E) “Vamos imaginar que sou do Rio Grande do Sul,”

 

8. (CESGRANRIO) Na frase “Vou enfrentar uma concorrência desleal, e minha empresa fechará no vermelho.” (ℓ. 55-56), a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original do texto, por

A) ou.

B) mas.

C) portanto.

D) visto que.

E) no entanto.

 

9. (FCC 2012) A Amazônia, dona de uma bacia hidrográfica com cerca de 60% do potencial hidrelétrico do país, tem a chance de emergir como uma região próspera, capaz de conciliar desenvolvimento, conservação e diversidade sociocultural.

 

O sentido geral do que se diz acima está retomado, com clareza e correção, em:

A) As riquezas naturais da região amazônica e, especialmente, seu potencial hidrelétrico propiciam a ela um futuro promissor, com um desenvolvimento aliado à preservação de sua diversidade ambiental e cultural.

B) Com a sua diversidade, o ambiente da Amazônia se dispõe para alcançar sucesso, em parte nos recursos hidrelétricos da região, cerca de muito grandes, por sua conservação, e a prosperidade que virá.

C) A região que deverá se tornar próspera, é a Amazônia, que com seus recursos hidrelétricos em potencial e a biodiversidade, ela vai ser capaz de concordar com a conservação e o desenvolvimento.

D) A bacia hidrográfica abundante na região amazônica, com suas hidrelétricas, vão permitir o desenvolvimento dessa mesma região, em conjunto com a diversidade social e ambiental que ali se encontra.

E) Todo o desenvolvimento da região amazônica, com seus rios abundantes e potencial de construir hidrelétricas, serão o fator do crescimento regional, com desenvolvimento da diversidade e do ambiente.

 

10. (FUNCAB 2012) Que opção completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo?

 

____ noite, ____ moça saiu correndo e chegou atrasada ___ casa de espetáculos, mas ninguém ___ esperava no saguão.

A) À– a – à – à.

B) À– a – à – a.

C) À– à – a – a.

D) A– a – a – a.

E) A– a – a – à.

 

11. (FCC 2013) Considerados os necessários ajustes, a substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:

A) Atingimos […] a consciência de nossa força =Atingimo-la.

B) cada eclipse acarreta […] despesas suplementares =cada eclipse as acarreta.

C) que são […] estranhos às nossas lutas = que lhes são estranhos.

D) jamais desempenharão qualquer papel = jamais o desempenharão.

E) Mas isso seria abordar a questão = Mas isso seria abordar-lhe.

 

12. (IBFC) Considere as orações abaixo.

 

I. Libertou-se todos os reféns.

II. Houveram muitos acidentes nas estradas no feriado.

 

A concordância está correta em

A) somente I                     C)  I e II

B) somente II                    D)  nenhuma

13. (FCC 2013) Mantém-se o respeito às normas de concordância verbal caso a forma do verbo grifado seja substituída pela que está entre parênteses ao final da frase:

A) Os governos e os parlamentos devem achar que … (deve)

B) … porque essa consciência nos torna mais fortes. (tornam)

C) … a astronomia é uma das ciências que custam mais caro … (custa)

D) E tudo isso para astros que […] jamais desempenharão qualquer papel nelas. (desempenhará)

E) … é isso que se precisa dizer. (precisam)

 

14. (IPAD) Quanto à acentuação das palavras, a justificativa adequada é:

A) até – acentua-se palavra paroxítona terminada em e;

B) paraíso – acentua-se o i tônico do hiato;

C) horrível – acentua-se palavra oxítona terminada em el;

D) frequência – acentua-se toda palavra oxítona terminada em cia;

E) salário – acentua-se palavra paroxítona terminada em o.

 

15. (ADIVISE-PREF. DE CAPIM-PB-FISCAL DE TRIBUTOS) O Secretário administrativo da Prefeitura de Capim pretende adquirir um documento da Câmara Municipal do Município para averiguar o quantitativo de vagas existente no quadro de funcionários da Prefeitura. Neste caso, ele emitira um(a):

A) Ata;

B) Certidão;

C) Memorando;

D) Requerimento;

E) Edital.

 

16. (FGV – FNDE 2007 – ESPECIALISTA) Segundo as orientações estabelecidas pelo Manual de Redação da Presidência da República, documento que rege a redação oficial do Poder Executivo, é incorreto afirmar que:

A) por seu caráter impessoal, os textos oficiais requerem o uso do padrão culto da língua;

B) não há propriamente um “padrão oficial de linguagem”, e sim o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais;

C) o padrão culto, para fugir da pobreza da linguagem, possibilita o uso de figuras de linguagem próprios da língua literária;

D) o jargão burocrático deve ser evitado por ter sua compreensão limitada;

E) o uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais.

(CESPE-MEC-AGENTE. ADMINISTRATIVO-2009) Julgue os itens que se seguem, relativos á redação de expedientes.

 

17. Caso o diretor de um órgão do MEC pretenda solicitar demanda dos recursos que gerencia ao Ministério da Defesa, ele deve encaminhar um memorando.

 

18. Ao se elaborar um memorando, deve-se utilizar o padrão ofício, no entanto, o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

 

19. Caso a autoridade competente do MEC pretenda desenvolver um projeto que dependa de aprovação presidencial, ela deverá enviar ao presidente da República, por meio do respectivo ministro de Estado, um aviso ministerial.

 

20. Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial muito semelhantes; ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração pública.

 

21. Caso o ministro da Educação precise requerer o apoio de outro ministério em determinado assunto, ele deverá encaminhar tal solicitação por intermédio de uma cxposição de motivos.

 

22. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projcto de ato normativo.

 

23. Para encaminhar um projeto de lei ordinária ao Congresso Nacional, o presidente da República deverá utilizar-se da mensagem.

 

24. Os atos assinados pelo presidente da República devem trazer a identificação de seu signatário e o número de anos decorridos da Proclamação da República e da Independência do Brasil.

 

25. Na administração pública, o telegrama deve ter sua utilização priorizada em detrimento de outras modalidades de comunicação oficial, tendo-se em vista a desburocratização no trâmite de expedientes públicos.

 

26. Mesmo que o fax seja assinado por autoridade competente, seu envio não dispensa o encaminhamento do original, posteriormente, pelo meio de praxe.

 

27. Ao se redigir um ofício de acordo com as orientações do Manual de Redação da Presidência da República, deve-se obedecerá à seguinte instrução: utilizar fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações e l0 nas notas de rodapé.

 

 

 

From → Exercícios

One Comment
  1. TERESA permalink

    VALEU ROMÃO!

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