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SIMULADO DE PORTUGUÊS CONCURSO PMJP 11/01/2014

11 de janeiro de 2014

1. O item em que o termo sublinhado está empregado no sentido denotativo é:

A) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade rendeu frutos políticos.”

B) “…com percentuais capazes de causar inveja ao presidente.”

C) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado…”

D) “…a indústria disparou gordos investimentos.”

E) “Colheu uma revelação surpreendente:…”

 

2. Marque a alternativa cuja frase apresenta palavra(s) empregada(s) em sentido figurado:

A) O homem procura novos caminhos na tentativa de fixar suas raízes.

B) “Mas lá, no ano dois mil, tudo pode acontecer. Hoje, não.”

C) “… os planejadores fizeram dele a meta e o ponto de partida.”

D) “Pode estabelecer regras que conduzam a um viver tranquilo …”

E) “Evidentemente, (…) as transformações serão mais rápidas.”

 

3. (IBMEC-2006)

Me devolva o Neruda (que você nem leu)

 

Quando o Chico Buarque escreveu o verso acima, ainda não tinha o “que você nem leu”. A palavra Neruda – prêmio Nobel, chileno, de esquerda – era proibida no Brasil. Na sala da Censura Federal o nosso poeta negociou a proibição. E a música foi liberada quando ele acrescentou o “que você nem leu”, pois ficava parecendo que ninguém dava bola para o Neruda no Brasil. Como eram burros os censores da ditadura militar! E coloca burro nisso!!!

Mas a frase me veio à cabeça agora, porque eu gosto demais dela. Imagine a cena. No meio de uma separação, um dos cônjuges (me desculpe a palavra) me solta esta: me devolva o Neruda que você nem leu! Pense nisso.

Pois eu pensei exatamente nisso quando comecei a escrever esta crônica, que não tem nada a ver com o Chico, nem com o Neruda e, muito menos, com os militares. É que eu estou aqui para dizer um tchau. Um tchau breve porque, se me aceitarem – você e o diretor da revista -, eu volto daqui a dois anos. Vou até ali escrever uma novela na Globo (o patrão vai continuar o mesmo) e depois eu volto. Esperando que você já tenha lido o Neruda.

Mas aí você vai dizer assim: pó, escrever duas crônicas por mês, fora a novela, o cara não consegue? O que

é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda? Preguiçoso, no mínimo. Quando faço umas palestras por aí, sempre me perguntam o que é necessário para se tornar um escritor. E eu sempre respondo: talento e sorte. Entre os 10 e 20 anos, recebia na minha casa O Cruzeiro, Manchete e o jornal Última Hora. E lá dentro eu lia (me invejem): Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Millôr Fernandes, Nelson Rodrigues, Stanislaw Ponte Preta, Carlos Heitor Cony. E pensava, adolescentemente: quando eu crescer, vou ser cronista. Bem ou mal, consegui meu espaço. E agora, ao pedir de volta o livro chileno, fico pensando em como eu me sentiria se, um dia, um desses aí acima escrevesse que iria dar um tempo. Eu matava o cara! Isso não se faz com o leitor (desculpe, minha amiga, não estou me colocando no mesmo nível deles, não!) E deixo aqui uns versinhos do Neruda para as minhas leitoras de 30 e 40 anos (e para todas):

 Escuchas otras voces en mi voz dolorida Llanto de viejas bocas, sangre de viejas súplicas, Amame, compañera. No me abandones. Sigueme, Sigueme, compañera, en esa ola de angústia. Pero se van tiñendo con tu amor mis palabras Todo lo ocupas tú, todo lo ocupas Voy haciendo de todas un collar infinito Para tus blancas manos, suaves como las uvas. Desculpe o mau jeito: tchau!

(Prata, Mario. Revista Época. São Paulo. Editora Globo, Nº- 324, 02 de agosto de 2004, p. 99)

 

Relacione os fragmentos abaixo às funções da linguagem predominantes e assinale a alternativa correta.

I – “Imagine a cena”.

 

II – “Sou um homem de sorte”.

 

III – “O que é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda?”.

 

A) Emotiva, poética e metalingüística, respectivamente.

B) Fática, emotiva e metalingüística, respectivamente.

C) Metalingüística, fática e apelativa, respectivamente.

D) Apelativa, emotiva e metalingüística, respectivamente.

E) Poética, fática e apelativa, respectivamente.

 

4. (FCC 2012) O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é:

A) dissecando a estrutura = aglutinando os elementos estruturais

B) libertação da dramaturgia = extroversão dramática

C) purgação dessas emoções = emancipação desses sentimentos

D) compaixão e terror = piedade e pavor

(E) levantando a hipótese = auferindo a convicção

 

LEIA:

Quando auxiliar já é fazer

Há muita senhora que se refere a sua empregada doméstica como “minha auxiliar”. Evita a secura da palavra

“empregada” por lhe parecer pejorativa ou politicamente incorreta. As mais sofisticadas chegam a se valer de “minha assistente” ou, ainda, “minha secretária” −em que ganham, por tabela, o status de executiva ou diretora de departamento. Mas fiquemos com “auxiliar”, e pensemos: auxiliar exatamente em qual tarefa? Pois são muitos os casos em que a dona de casa não faz absolutamente nada, a não ser administrar aquilo em que sua “auxiliar” está de fato se empenhando: preparando o almoço, lavando e guardando a louça, limpando a casa, lavando e passando a roupa de toda a família etc.

É muito comum a situação de alguém pegar no batente, fazer todo o serviço pesado e ser identificado como “auxiliar”, ou “estagiário”, ou “assistente”, quando não tachado de “provisório” ou “experimental”. Não se trata de uma implicância com certas palavras; trata-se de reconhecer a condição injusta de quem faz o essencial como se cuidasse apenas do acessório. Lembro-me de que, no meu segundo ano de escola, a professora adoeceu no meio ano. Durante todo o segundo semestre foi substituída por uma jovem, que era identificada como “a substituta”. “Você está gostando da substituta?”. “Será que a substituta vai dar muita lição?”. Ela dava aulas tão bem ou melhor do que a primeira professora, mas não era reconhecida como mestra: estava condenada a ser “a substituta”.

Tais situações nos fazem pensar no reconhecimento que deixa de ser prestado a quem mais fez por merecer. Quando o freguês satisfeito elogia o proprietário de um restaurante pela ótima refeição, não estará se esquecendo de alguém? Valeu-me, a propósito, a lição de um amigo, quando, depois de um almoço num restaurante, comentei: “Boa cozinha!”. Ao que ele retrucou: “Bom cozinheiro!”. E será que esse cozinheiro tinha um bom “auxiliar”?

(Manuel Praxedes de Sá, inédito)

5. (FCC) No 1o parágrafo, ao se referir às diferentes designações de que se vale muita senhora para se referir à empregada doméstica, o autor mostra que

A) o serviço executado pelas “auxiliares” é inferior ao prestado pelas “assistentes” ou pelas “secretárias”.

B) termos como “auxiliar” ou “assistente”, por vezes, não indicam com exatidão as funções efetivamente desempenhadas.                                                                                      

C) as palavras utilizadas pelas patroas enfatizam o lado pejorativo ou mesmo humilhante dos trabalhos que descrevem.

D) a variação dos tratamentos retrata uma rigorosa hierarquia dos serviços domésticos efetivamente prestados.

E) tais palavras e tratamentos indicam que as donas de casa querem fazer justiça à importância da função de quem as serve.

 

6. (FCC) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

A) O autor considera de que quando alguma patroa chama sua empregada de “minha secretária” é porque ela quer se sentir mais importante.

B) Pretende-se com este texto denunciar que há trabalhos pesados cujo o mérito passa imperceptível, em vista de quem de fato o executa.

C) Mesmo sendo uma boa substituta, há professoras que sequer se reconhece esse título, sendo assim, por conseguinte, um visível preconceito.

D) Costuma-se chamar de caso de eufemismo quando são utilizadas palavras que se esvaziam de um sentido mais brutal para adotar uma outra forma.

E) Nem sempre é fácil, conforme pondera o autor do texto, identificar-se o verdadeiro responsável por um trabalho arduamente executado.

 

7. (UNISINOS-RS) O item em que a palavra NÃO está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é:

A) ataque – derivação regressiva.  

B) fornalha – derivação por sufixação.

C) acorrentar – derivação parassintética.

D) antebraço – derivação prefixal.

E) casebre – derivação imprópria.

 

8. Nas expressões Sessão da Tarde e Seção de calçados, as palavras sessão e seção são semanticamente

A) homônimas.

B) polissêmicas.

C) antônimas.

D) sinônimas.

E) parônimas.

 

9. Assinale a única alternativa INCORRETA quanto à colocação pronominal:

A) Agora, ajeite-se como quiser.

B) Agora convenci-me da verdade.

C) Se se pode ir, vai-se.

D) Quanta honra nos dá sua visita!

E) Quanta honra encontrá-la.

 

10. (IFAL) Assinale a alternativa em que ocorre erro de regência verbal

A) Pedi-lhe que trouxesse todos os documentos necessários.

B) Aquele carro, vendi-lhe para o ferro velho.

C) Traga-me um café, por favor.

D) O ministro, enfim, deu-lhe as credenciais de que tanto precisava.

 

11. (IFPB) Sobre o trecho “mas a maioria dos corredores na pista tem músculos muito flácidos” (linhas 13 e14), julgue as assertivas abaixo:

 

I. O verbo está no singular porque concorda com o termo “maioria”.

 

II. A flexão verbal somente é perceptível no registro escrito e não na fala.

 

III. Tanto na concordância com “maioria” quanto com “corredores”, a forma escrita do verbo TER permaneceria inalterada.

 

IV. O verbo poderia ir para o plural, sem infração às normas gramaticais, pois reforçaria a ação dos indivíduos e não do conjunto.

 

Está(ão) CORRETA(S)

A) I e II apenas.

B) I e III apenas.

C) I e IV apenas.

D) I, II e IV apenas.

E) I, II, III e IV.

 

12. (FCC/BB 2005) Em: Caso não sejam utilizados, serão congelados indefinidamente ou simplesmente destruídos.Temos a noção de

A) causa;

B) finalidade;

C) temporalidade;

D) proporcionalidade;

E) condição.

 

13. “Uma velhinha ( … ) gritou que Dario estava morrendo. ” O discurso direto seria assim:

A) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario está morrendo.

B) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estava morrendo.

C) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estara morrendo.

D) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estará morrendo.

E) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estaria morrendo.

 

Leia:

Pense num bairro de periferia, numa rua ainda de barro,numa pré-escola de terra batida, sob um teto de amianto que já foi abrigo de aves, mas imagine uma vizinhança de gente simpática, prestimosa, desejosa de novos horizontes na vida e você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho, cruzamento com a rua do Angico, onde foi inaugurada a segunda Casa de Leitura da capital.

A Casa de Leitura Chico Mendes, cuidada como se fosse uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro; a partir de hoje tem dez novas seringueiras que em 15 anos vão estar chovendo sementes no quintal, como hoje, as do Theatro Helio Melo. Uma varanda aberta, acolhedora, envolve a casinha de madeira reformada, com cortinas de chita nas janelas e cadeira de vime ao lado das redes de balanço coloridas. Pepetas no beiral anunciam para a criançada que ali mora a liberdade de voar… com o pensamento!

No único salãozinho de leitura, uma roda central em tronco grosso de madeira pende como um candelabro, baixo, ao alcance das mãos e olhos ávidos, curiosos, remexendo o acervo dos livros expostos… Nos cantos, troncos naturais polidos e cortados sustentam outras coleções como mesas de apoio, enquanto os muito pequenos, sentados lado a lado em esteiras de palha de bananeira, rolam as páginas coloridas.

Na pirâmide de caixotes em que se guardam os livros, culmina uma miniatura da casa de Chico Mendes em Xapuri.

Do outro lado sua foto, sorridente, vivo, dialoga com suas imagens do primeiro Prêmio Chico Mendes de Cultura. Uma sala com Internet convida os jovens a outras leituras, com CDs, música e plástica.

Foi comovente acompanhar o hasteamento das bandeiras, por um senador da República, Tião Viana, pela presidente do Comitê Chico Mendes e pela diretora da Associação de Moradores, sob as vozes e batuque das crianças do Som da Floresta. O mate gelado corria sem pressa, e os vizinhos, convidados e imprensa se misturavam para ouvir histórias, receber a bênção e acompanhar os brevíssimos discursos.Antes de começar a festa, os vizinhos já tinham tomado conta da Casa, na alegria deste sinal de vida nova…

Esse exemplo de união pela cidadania deveria mover muitas vezes o poder público, o empresariado, os artistas e a comunidade para semear Casas da Leitura pelo Acre como seringueiras e castanheiras.

(*Eliana Yunes é idealizadora e primeira coordenadora do PROLER – Programa Nacional de Leitura / Fundação Biblioteca Nacional.)

(Fonte: http://www.ac.gov.br/secom/noticias/jan2005/n01_25jan2005.html. Acesso em 19/03/2006)

 

14. (FGV 2006- COMUNICAÇÃO SOCIAL) O pronome Esse (L.40) tem, no texto II, valor:

A) díctico.                                      B) catafórico.

C) anafórico.                                  D) metafórico.

E) resumitivo.

 

15. Quanto à redação oficial, assinale a opção incorreta.

A) Correspondência geralmente externa, o ofício só pode ser expedido por órgão público.

B) Na correspondência oficial, o aviso, semelhante a um ofício, é um expediente de secretário de Estado, dirigido a altas autoridades, para dar conhecimento, em sua área, de decisões de caráter administrativo e de ordem geral.

C) O pronome de tratamento conferido a diretores e demais funcionários graduados é Vossa Senhoria.

D) Parecer significa, em termos gerais, um juízo técnico escrito, emitido por um técnico, especialista em determinado assunto ou por um funcionário, para orientar ou facilitar uma decisão sobre determinado assunto, apontando-lhe uma solução favorável, contrária, ou parcialmente favorável.

E) As partes constitutivas de uma ata são as seguintes: introdução; contexto; encerramento; local e data; e assinaturas.

 

16. Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:

I. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, devendo-se evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

 

II. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam.

 

III. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

 

Assinale:

A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

B) se todas as afirmativas estiverem corretas.

C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

 

  

From → Exercícios

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