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CURSO DE FÉRIAS DE PORTUGUÊS

Atenção Pessoal,
Temos uma novidade excelente para vocês agora nas férias. Um Curso de Português com uma carga horária excelente e em um período ótimo para iniciar a preparação para concursos. Vejam as informações a seguir:

INÍCIO: 13/01

CARGA HORÁRIA: 25h

VALOR: 150 reais

DIAS E HORÁRIOS: Terças e quintas – das 19h às 22h. Durante um mês.

Local: em frente ao TODO DIA na principal dos BANCÁRIOS.

INFORMAÇÕES: 83 88930147

GABARITO DO SIMULADO DE PORTUGUÊS CONCURSO PMJP 11/01/2014

1. B 6.E 11.D 16.B
2. A 7. E 12. E
3. D 8. A 13. A
4. D 9.B 14. C
5. B 10. B 15. B

SIMULADO DE PORTUGUÊS CONCURSO PMJP 11/01/2014

1. O item em que o termo sublinhado está empregado no sentido denotativo é:

A) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade rendeu frutos políticos.”

B) “…com percentuais capazes de causar inveja ao presidente.”

C) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado…”

D) “…a indústria disparou gordos investimentos.”

E) “Colheu uma revelação surpreendente:…”

 

2. Marque a alternativa cuja frase apresenta palavra(s) empregada(s) em sentido figurado:

A) O homem procura novos caminhos na tentativa de fixar suas raízes.

B) “Mas lá, no ano dois mil, tudo pode acontecer. Hoje, não.”

C) “… os planejadores fizeram dele a meta e o ponto de partida.”

D) “Pode estabelecer regras que conduzam a um viver tranquilo …”

E) “Evidentemente, (…) as transformações serão mais rápidas.”

 

3. (IBMEC-2006)

Me devolva o Neruda (que você nem leu)

 

Quando o Chico Buarque escreveu o verso acima, ainda não tinha o “que você nem leu”. A palavra Neruda – prêmio Nobel, chileno, de esquerda – era proibida no Brasil. Na sala da Censura Federal o nosso poeta negociou a proibição. E a música foi liberada quando ele acrescentou o “que você nem leu”, pois ficava parecendo que ninguém dava bola para o Neruda no Brasil. Como eram burros os censores da ditadura militar! E coloca burro nisso!!!

Mas a frase me veio à cabeça agora, porque eu gosto demais dela. Imagine a cena. No meio de uma separação, um dos cônjuges (me desculpe a palavra) me solta esta: me devolva o Neruda que você nem leu! Pense nisso.

Pois eu pensei exatamente nisso quando comecei a escrever esta crônica, que não tem nada a ver com o Chico, nem com o Neruda e, muito menos, com os militares. É que eu estou aqui para dizer um tchau. Um tchau breve porque, se me aceitarem – você e o diretor da revista -, eu volto daqui a dois anos. Vou até ali escrever uma novela na Globo (o patrão vai continuar o mesmo) e depois eu volto. Esperando que você já tenha lido o Neruda.

Mas aí você vai dizer assim: pó, escrever duas crônicas por mês, fora a novela, o cara não consegue? O que

é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda? Preguiçoso, no mínimo. Quando faço umas palestras por aí, sempre me perguntam o que é necessário para se tornar um escritor. E eu sempre respondo: talento e sorte. Entre os 10 e 20 anos, recebia na minha casa O Cruzeiro, Manchete e o jornal Última Hora. E lá dentro eu lia (me invejem): Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Millôr Fernandes, Nelson Rodrigues, Stanislaw Ponte Preta, Carlos Heitor Cony. E pensava, adolescentemente: quando eu crescer, vou ser cronista. Bem ou mal, consegui meu espaço. E agora, ao pedir de volta o livro chileno, fico pensando em como eu me sentiria se, um dia, um desses aí acima escrevesse que iria dar um tempo. Eu matava o cara! Isso não se faz com o leitor (desculpe, minha amiga, não estou me colocando no mesmo nível deles, não!) E deixo aqui uns versinhos do Neruda para as minhas leitoras de 30 e 40 anos (e para todas):

 Escuchas otras voces en mi voz dolorida Llanto de viejas bocas, sangre de viejas súplicas, Amame, compañera. No me abandones. Sigueme, Sigueme, compañera, en esa ola de angústia. Pero se van tiñendo con tu amor mis palabras Todo lo ocupas tú, todo lo ocupas Voy haciendo de todas un collar infinito Para tus blancas manos, suaves como las uvas. Desculpe o mau jeito: tchau!

(Prata, Mario. Revista Época. São Paulo. Editora Globo, Nº- 324, 02 de agosto de 2004, p. 99)

 

Relacione os fragmentos abaixo às funções da linguagem predominantes e assinale a alternativa correta.

I – “Imagine a cena”.

 

II – “Sou um homem de sorte”.

 

III – “O que é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda?”.

 

A) Emotiva, poética e metalingüística, respectivamente.

B) Fática, emotiva e metalingüística, respectivamente.

C) Metalingüística, fática e apelativa, respectivamente.

D) Apelativa, emotiva e metalingüística, respectivamente.

E) Poética, fática e apelativa, respectivamente.

 

4. (FCC 2012) O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é:

A) dissecando a estrutura = aglutinando os elementos estruturais

B) libertação da dramaturgia = extroversão dramática

C) purgação dessas emoções = emancipação desses sentimentos

D) compaixão e terror = piedade e pavor

(E) levantando a hipótese = auferindo a convicção

 

LEIA:

Quando auxiliar já é fazer

Há muita senhora que se refere a sua empregada doméstica como “minha auxiliar”. Evita a secura da palavra

“empregada” por lhe parecer pejorativa ou politicamente incorreta. As mais sofisticadas chegam a se valer de “minha assistente” ou, ainda, “minha secretária” −em que ganham, por tabela, o status de executiva ou diretora de departamento. Mas fiquemos com “auxiliar”, e pensemos: auxiliar exatamente em qual tarefa? Pois são muitos os casos em que a dona de casa não faz absolutamente nada, a não ser administrar aquilo em que sua “auxiliar” está de fato se empenhando: preparando o almoço, lavando e guardando a louça, limpando a casa, lavando e passando a roupa de toda a família etc.

É muito comum a situação de alguém pegar no batente, fazer todo o serviço pesado e ser identificado como “auxiliar”, ou “estagiário”, ou “assistente”, quando não tachado de “provisório” ou “experimental”. Não se trata de uma implicância com certas palavras; trata-se de reconhecer a condição injusta de quem faz o essencial como se cuidasse apenas do acessório. Lembro-me de que, no meu segundo ano de escola, a professora adoeceu no meio ano. Durante todo o segundo semestre foi substituída por uma jovem, que era identificada como “a substituta”. “Você está gostando da substituta?”. “Será que a substituta vai dar muita lição?”. Ela dava aulas tão bem ou melhor do que a primeira professora, mas não era reconhecida como mestra: estava condenada a ser “a substituta”.

Tais situações nos fazem pensar no reconhecimento que deixa de ser prestado a quem mais fez por merecer. Quando o freguês satisfeito elogia o proprietário de um restaurante pela ótima refeição, não estará se esquecendo de alguém? Valeu-me, a propósito, a lição de um amigo, quando, depois de um almoço num restaurante, comentei: “Boa cozinha!”. Ao que ele retrucou: “Bom cozinheiro!”. E será que esse cozinheiro tinha um bom “auxiliar”?

(Manuel Praxedes de Sá, inédito)

5. (FCC) No 1o parágrafo, ao se referir às diferentes designações de que se vale muita senhora para se referir à empregada doméstica, o autor mostra que

A) o serviço executado pelas “auxiliares” é inferior ao prestado pelas “assistentes” ou pelas “secretárias”.

B) termos como “auxiliar” ou “assistente”, por vezes, não indicam com exatidão as funções efetivamente desempenhadas.                                                                                      

C) as palavras utilizadas pelas patroas enfatizam o lado pejorativo ou mesmo humilhante dos trabalhos que descrevem.

D) a variação dos tratamentos retrata uma rigorosa hierarquia dos serviços domésticos efetivamente prestados.

E) tais palavras e tratamentos indicam que as donas de casa querem fazer justiça à importância da função de quem as serve.

 

6. (FCC) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

A) O autor considera de que quando alguma patroa chama sua empregada de “minha secretária” é porque ela quer se sentir mais importante.

B) Pretende-se com este texto denunciar que há trabalhos pesados cujo o mérito passa imperceptível, em vista de quem de fato o executa.

C) Mesmo sendo uma boa substituta, há professoras que sequer se reconhece esse título, sendo assim, por conseguinte, um visível preconceito.

D) Costuma-se chamar de caso de eufemismo quando são utilizadas palavras que se esvaziam de um sentido mais brutal para adotar uma outra forma.

E) Nem sempre é fácil, conforme pondera o autor do texto, identificar-se o verdadeiro responsável por um trabalho arduamente executado.

 

7. (UNISINOS-RS) O item em que a palavra NÃO está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é:

A) ataque – derivação regressiva.  

B) fornalha – derivação por sufixação.

C) acorrentar – derivação parassintética.

D) antebraço – derivação prefixal.

E) casebre – derivação imprópria.

 

8. Nas expressões Sessão da Tarde e Seção de calçados, as palavras sessão e seção são semanticamente

A) homônimas.

B) polissêmicas.

C) antônimas.

D) sinônimas.

E) parônimas.

 

9. Assinale a única alternativa INCORRETA quanto à colocação pronominal:

A) Agora, ajeite-se como quiser.

B) Agora convenci-me da verdade.

C) Se se pode ir, vai-se.

D) Quanta honra nos dá sua visita!

E) Quanta honra encontrá-la.

 

10. (IFAL) Assinale a alternativa em que ocorre erro de regência verbal

A) Pedi-lhe que trouxesse todos os documentos necessários.

B) Aquele carro, vendi-lhe para o ferro velho.

C) Traga-me um café, por favor.

D) O ministro, enfim, deu-lhe as credenciais de que tanto precisava.

 

11. (IFPB) Sobre o trecho “mas a maioria dos corredores na pista tem músculos muito flácidos” (linhas 13 e14), julgue as assertivas abaixo:

 

I. O verbo está no singular porque concorda com o termo “maioria”.

 

II. A flexão verbal somente é perceptível no registro escrito e não na fala.

 

III. Tanto na concordância com “maioria” quanto com “corredores”, a forma escrita do verbo TER permaneceria inalterada.

 

IV. O verbo poderia ir para o plural, sem infração às normas gramaticais, pois reforçaria a ação dos indivíduos e não do conjunto.

 

Está(ão) CORRETA(S)

A) I e II apenas.

B) I e III apenas.

C) I e IV apenas.

D) I, II e IV apenas.

E) I, II, III e IV.

 

12. (FCC/BB 2005) Em: Caso não sejam utilizados, serão congelados indefinidamente ou simplesmente destruídos.Temos a noção de

A) causa;

B) finalidade;

C) temporalidade;

D) proporcionalidade;

E) condição.

 

13. “Uma velhinha ( … ) gritou que Dario estava morrendo. ” O discurso direto seria assim:

A) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario está morrendo.

B) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estava morrendo.

C) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estara morrendo.

D) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estará morrendo.

E) uma velhinha ( … ) gritou: -Dario estaria morrendo.

 

Leia:

Pense num bairro de periferia, numa rua ainda de barro,numa pré-escola de terra batida, sob um teto de amianto que já foi abrigo de aves, mas imagine uma vizinhança de gente simpática, prestimosa, desejosa de novos horizontes na vida e você localiza em Rio Branco, no bairro Chico Mendes, uma rua Gregório Filho, cruzamento com a rua do Angico, onde foi inaugurada a segunda Casa de Leitura da capital.

A Casa de Leitura Chico Mendes, cuidada como se fosse uma casa de encantamentos, tem cerca, canteiros verdes, goiabeiras e cupuaçuzeiro; a partir de hoje tem dez novas seringueiras que em 15 anos vão estar chovendo sementes no quintal, como hoje, as do Theatro Helio Melo. Uma varanda aberta, acolhedora, envolve a casinha de madeira reformada, com cortinas de chita nas janelas e cadeira de vime ao lado das redes de balanço coloridas. Pepetas no beiral anunciam para a criançada que ali mora a liberdade de voar… com o pensamento!

No único salãozinho de leitura, uma roda central em tronco grosso de madeira pende como um candelabro, baixo, ao alcance das mãos e olhos ávidos, curiosos, remexendo o acervo dos livros expostos… Nos cantos, troncos naturais polidos e cortados sustentam outras coleções como mesas de apoio, enquanto os muito pequenos, sentados lado a lado em esteiras de palha de bananeira, rolam as páginas coloridas.

Na pirâmide de caixotes em que se guardam os livros, culmina uma miniatura da casa de Chico Mendes em Xapuri.

Do outro lado sua foto, sorridente, vivo, dialoga com suas imagens do primeiro Prêmio Chico Mendes de Cultura. Uma sala com Internet convida os jovens a outras leituras, com CDs, música e plástica.

Foi comovente acompanhar o hasteamento das bandeiras, por um senador da República, Tião Viana, pela presidente do Comitê Chico Mendes e pela diretora da Associação de Moradores, sob as vozes e batuque das crianças do Som da Floresta. O mate gelado corria sem pressa, e os vizinhos, convidados e imprensa se misturavam para ouvir histórias, receber a bênção e acompanhar os brevíssimos discursos.Antes de começar a festa, os vizinhos já tinham tomado conta da Casa, na alegria deste sinal de vida nova…

Esse exemplo de união pela cidadania deveria mover muitas vezes o poder público, o empresariado, os artistas e a comunidade para semear Casas da Leitura pelo Acre como seringueiras e castanheiras.

(*Eliana Yunes é idealizadora e primeira coordenadora do PROLER – Programa Nacional de Leitura / Fundação Biblioteca Nacional.)

(Fonte: http://www.ac.gov.br/secom/noticias/jan2005/n01_25jan2005.html. Acesso em 19/03/2006)

 

14. (FGV 2006- COMUNICAÇÃO SOCIAL) O pronome Esse (L.40) tem, no texto II, valor:

A) díctico.                                      B) catafórico.

C) anafórico.                                  D) metafórico.

E) resumitivo.

 

15. Quanto à redação oficial, assinale a opção incorreta.

A) Correspondência geralmente externa, o ofício só pode ser expedido por órgão público.

B) Na correspondência oficial, o aviso, semelhante a um ofício, é um expediente de secretário de Estado, dirigido a altas autoridades, para dar conhecimento, em sua área, de decisões de caráter administrativo e de ordem geral.

C) O pronome de tratamento conferido a diretores e demais funcionários graduados é Vossa Senhoria.

D) Parecer significa, em termos gerais, um juízo técnico escrito, emitido por um técnico, especialista em determinado assunto ou por um funcionário, para orientar ou facilitar uma decisão sobre determinado assunto, apontando-lhe uma solução favorável, contrária, ou parcialmente favorável.

E) As partes constitutivas de uma ata são as seguintes: introdução; contexto; encerramento; local e data; e assinaturas.

 

16. Com base no Manual de Redação da Presidência da República, analise as afirmativas a seguir:

I. A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, devendo-se evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.

 

II. A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características da redação oficial. Para ela concorrem a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam.

 

III. Fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor. Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, deve-se empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

 

Assinale:

A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

B) se todas as afirmativas estiverem corretas.

C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

E) se nenhuma afirmativa estiver correta.

 

  

GABARITO DO REVISÃO GERAL PARA O CONCURSO DO IFPB 2013

GABARITO DO REVISÃO GERAL PARA O CONCURSO DO IFPB 2013
01. A 02. A 03. B 04. B 05. E 06. C 07. E 08. C 09. A 10. B
11. E 12. D 13. C 14. B 15. D 16. C 17. E 18. C 19. E 20. C
21. E 22. C 23. C 24. E 25. E 26. C 27. C

REVISÃO GERAL PARA O CONCURSO DO IFPB 2013

Texto I

Educação: reprovada

 

Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.

Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto, recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?

De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.

Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.

Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o Estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.

                Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos Estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?

Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir a escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.

(Lia Luft. Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/)

 

1. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) O principal propósito comunicativo do texto é

A) persuadir o leitor acerca das causas e consequências da má qualidade da educação brasileira.

B) apresentar ao leitor as pesquisas mais recentes que apontam para a baixa qualidade da educação no Brasil.

C) expor o principal problema da educação de baixa qualidade: a mão-de-obra desqualificada no mercado de trabalho.

D) definir o conceito de analfabetismo funcional como consequência da má qualidade da educação pública brasileira.

E) conscientizar a sociedade sobre o seu papel de agente transformador das circunstâncias que envolvem a baixa qualidade da educação pública no Brasil.

 

2. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) Os dois primeiros períodos do texto apresentam ideias

A) opostas.                                      D) semelhantes.

B) falaciosas.                                   E) complementares.

C) exageradas.

 

3. (CONSULPLAN 2012 – INSTRUTOR PROFESSOR) Segundo a autora, só NÃO constitui uma consequência da má qualidade da educação brasileira

A) o analfabetismo funcional.

B) a impossibilidade de reprovação do aluno nas escolas.

C) a mão-de-obra desqualificada no mercado de trabalho.

D) os estudantes universitários não saberem redigir textos simples.

E) a metade das crianças brasileiras não saberem lidar com números.

 

Leia para responder a questão 23.

Fungos

Eles são os operários quase anônimos da natureza, ao mesmo tempo criadores e destruidores da vida. Um fungo fermenta as uvas transformá-las em vinho; outro as destrói ainda na videira. Há os que fazem o pão crescer e aqueles que são a alegra gourmets. Alguns escurecem os azulejos do banheiro, outros causam e curam doenças, enriquecem o solo, apodrecem a madeira  e dão o impulso inicial às raízes das plantas. Esses cogumelos propagam-se lançando esporos pelas lamelas, uma das maneira  curiosas pelas quais os fungos se reproduzem e se insinuam em todo canto onde há vida.

National Geographic Brasil,  N. 4, agosto/2000.

 

4. No texto acima, a palavra fungos é retomada por vários elementos responsáveis pelo encadeamento lógico das ideias. Dentre eles, encontram-se, respectivamente:

A) eles, outro, os que, alguns, os, outros.

B) eles, outro, os que, aqueles que, alguns, outros.

C) eles, as, os que, aqueles que, alguns, esses.

D) outro, os que, aqueles que, alguns, outros, o.

E) as, os que, aqueles que, alguns, outros, se.

 

 

 

5. (FCC) Assim eu quereria o meu último poema

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

 

Reescrevendo-se os versos acima em prosa, a frase em que eles se articulam com correção e lógica é:

A) Assim, eu quereria: o meu último poema que fosse, terno, dizendo, as coisas mais simples: e menos intencionais.

B) Assim, eu quereria o meu último poema, que fosse terno, dizendo, as coisas mais simples (e menos intencionais).

C) Assim eu quereria, o meu último poema: que fosse terno, dizendo as coisas mais simples, e menos intencionais.

D) Assim, eu quereria (o meu último poema); que fosse, terno, dizendo as coisas mais simples e, menos, intencionais.

E) Assim eu quereria o meu último poema: que fosse terno, dizendo as coisas mais simples e menos intencionais.

6. (MAGISTÉRIO/PB-2005) Leia:

Zé Ramalho é um artista muito além de seu tempo. Ao longo dos anos, construiu uma carreira sólida, que atravessa gerações e volta e meia é resgatada pela juventude, que não se incomoda de aprender e decorar suas letras às vezes prolixas, às vezes simbólica demais. (…)

 

A vírgula após a palavra juventude

A) é opcional;

B) é um caso de erro de pontuação;

C) permite que se interprete a oração adjetiva subseqüente como predicando “a juventude” em sua totalidade;

D) possibilita deduzir que a oração adjetiva subseqüente predica apenas parte da “juventude”, restringindo-a, portanto;

E) é necessária para dar “fôlego” à leitura, para evitar que a frase fique longa demais.

 

7. (CESGRANRIO) No trecho “constataremos que são áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano”, a palavra que tem a mesma classificação do que se destaca em:

A) “O tiro que eu daria seria na mudança de mentalidade.”

B) “pensar um novo modelo de desenvolvimento que una a questão ambiental à econômica.”

C) “principalmente por ser o Brasil um país que agrega a maioria do território amazônico”.

D) “deveríamos levar adiante algumas iniciativas que podem ser, até mesmo, replicadas em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo.”

E) “Vamos imaginar que sou do Rio Grande do Sul,”

 

8. (CESGRANRIO) Na frase “Vou enfrentar uma concorrência desleal, e minha empresa fechará no vermelho.” (ℓ. 55-56), a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original do texto, por

A) ou.

B) mas.

C) portanto.

D) visto que.

E) no entanto.

 

9. (FCC 2012) A Amazônia, dona de uma bacia hidrográfica com cerca de 60% do potencial hidrelétrico do país, tem a chance de emergir como uma região próspera, capaz de conciliar desenvolvimento, conservação e diversidade sociocultural.

 

O sentido geral do que se diz acima está retomado, com clareza e correção, em:

A) As riquezas naturais da região amazônica e, especialmente, seu potencial hidrelétrico propiciam a ela um futuro promissor, com um desenvolvimento aliado à preservação de sua diversidade ambiental e cultural.

B) Com a sua diversidade, o ambiente da Amazônia se dispõe para alcançar sucesso, em parte nos recursos hidrelétricos da região, cerca de muito grandes, por sua conservação, e a prosperidade que virá.

C) A região que deverá se tornar próspera, é a Amazônia, que com seus recursos hidrelétricos em potencial e a biodiversidade, ela vai ser capaz de concordar com a conservação e o desenvolvimento.

D) A bacia hidrográfica abundante na região amazônica, com suas hidrelétricas, vão permitir o desenvolvimento dessa mesma região, em conjunto com a diversidade social e ambiental que ali se encontra.

E) Todo o desenvolvimento da região amazônica, com seus rios abundantes e potencial de construir hidrelétricas, serão o fator do crescimento regional, com desenvolvimento da diversidade e do ambiente.

 

10. (FUNCAB 2012) Que opção completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo?

 

____ noite, ____ moça saiu correndo e chegou atrasada ___ casa de espetáculos, mas ninguém ___ esperava no saguão.

A) À– a – à – à.

B) À– a – à – a.

C) À– à – a – a.

D) A– a – a – a.

E) A– a – a – à.

 

11. (FCC 2013) Considerados os necessários ajustes, a substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:

A) Atingimos […] a consciência de nossa força =Atingimo-la.

B) cada eclipse acarreta […] despesas suplementares =cada eclipse as acarreta.

C) que são […] estranhos às nossas lutas = que lhes são estranhos.

D) jamais desempenharão qualquer papel = jamais o desempenharão.

E) Mas isso seria abordar a questão = Mas isso seria abordar-lhe.

 

12. (IBFC) Considere as orações abaixo.

 

I. Libertou-se todos os reféns.

II. Houveram muitos acidentes nas estradas no feriado.

 

A concordância está correta em

A) somente I                     C)  I e II

B) somente II                    D)  nenhuma

13. (FCC 2013) Mantém-se o respeito às normas de concordância verbal caso a forma do verbo grifado seja substituída pela que está entre parênteses ao final da frase:

A) Os governos e os parlamentos devem achar que … (deve)

B) … porque essa consciência nos torna mais fortes. (tornam)

C) … a astronomia é uma das ciências que custam mais caro … (custa)

D) E tudo isso para astros que […] jamais desempenharão qualquer papel nelas. (desempenhará)

E) … é isso que se precisa dizer. (precisam)

 

14. (IPAD) Quanto à acentuação das palavras, a justificativa adequada é:

A) até – acentua-se palavra paroxítona terminada em e;

B) paraíso – acentua-se o i tônico do hiato;

C) horrível – acentua-se palavra oxítona terminada em el;

D) frequência – acentua-se toda palavra oxítona terminada em cia;

E) salário – acentua-se palavra paroxítona terminada em o.

 

15. (ADIVISE-PREF. DE CAPIM-PB-FISCAL DE TRIBUTOS) O Secretário administrativo da Prefeitura de Capim pretende adquirir um documento da Câmara Municipal do Município para averiguar o quantitativo de vagas existente no quadro de funcionários da Prefeitura. Neste caso, ele emitira um(a):

A) Ata;

B) Certidão;

C) Memorando;

D) Requerimento;

E) Edital.

 

16. (FGV – FNDE 2007 – ESPECIALISTA) Segundo as orientações estabelecidas pelo Manual de Redação da Presidência da República, documento que rege a redação oficial do Poder Executivo, é incorreto afirmar que:

A) por seu caráter impessoal, os textos oficiais requerem o uso do padrão culto da língua;

B) não há propriamente um “padrão oficial de linguagem”, e sim o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais;

C) o padrão culto, para fugir da pobreza da linguagem, possibilita o uso de figuras de linguagem próprios da língua literária;

D) o jargão burocrático deve ser evitado por ter sua compreensão limitada;

E) o uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais.

(CESPE-MEC-AGENTE. ADMINISTRATIVO-2009) Julgue os itens que se seguem, relativos á redação de expedientes.

 

17. Caso o diretor de um órgão do MEC pretenda solicitar demanda dos recursos que gerencia ao Ministério da Defesa, ele deve encaminhar um memorando.

 

18. Ao se elaborar um memorando, deve-se utilizar o padrão ofício, no entanto, o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

 

19. Caso a autoridade competente do MEC pretenda desenvolver um projeto que dependa de aprovação presidencial, ela deverá enviar ao presidente da República, por meio do respectivo ministro de Estado, um aviso ministerial.

 

20. Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial muito semelhantes; ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração pública.

 

21. Caso o ministro da Educação precise requerer o apoio de outro ministério em determinado assunto, ele deverá encaminhar tal solicitação por intermédio de uma cxposição de motivos.

 

22. A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta projcto de ato normativo.

 

23. Para encaminhar um projeto de lei ordinária ao Congresso Nacional, o presidente da República deverá utilizar-se da mensagem.

 

24. Os atos assinados pelo presidente da República devem trazer a identificação de seu signatário e o número de anos decorridos da Proclamação da República e da Independência do Brasil.

 

25. Na administração pública, o telegrama deve ter sua utilização priorizada em detrimento de outras modalidades de comunicação oficial, tendo-se em vista a desburocratização no trâmite de expedientes públicos.

 

26. Mesmo que o fax seja assinado por autoridade competente, seu envio não dispensa o encaminhamento do original, posteriormente, pelo meio de praxe.

 

27. Ao se redigir um ofício de acordo com as orientações do Manual de Redação da Presidência da República, deve-se obedecerá à seguinte instrução: utilizar fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações e l0 nas notas de rodapé.

 

 

 

GABARITO DO 1o SIMULADO DO EXTENSIVO 2013

GABARITO DO 1º SIMULADO DO EXTENSIVO 2013

01. B

02. D

03. C

04. A

05. D

06. E

07. E

08. A

09. D

10. C

11. B

12. A

13. D

14. D

15. A

GABARITO DO SIMULADO ALPB 2013

GABARITO DO SIMULADO ALPB 2013

01. B

02. A

03. C

04. D

05. A

06. B

07. B

08. E

09. E

10. C

11. D

12. D

13. B

14. A

15. E

16. E

 

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